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sábado, 26 de abril de 2014

INNER SUNSET TAPE V - LORYENIPSUM





Tarde/Noite! Prontos? Como eu disse no INNER SUNSET TAPE IV ao final, que um convidado paulistano iria produzir a próxima mixtape, taí. O Lourenço agregado CasaCaos recebeu a proposta com bastante entusiasmo. Durante os dias fomos trocando mensagens sobre a produção. Ele instalou um software de mixagem no computador, viu alguns tutoriais no youtube e começou a futricar, daí tentei dar uns direcionamentos dos comandos básicos em uma conversa pelo skype, quase irrelevante porque o Lori já tava mandando muito bem! Sabíamos que iria rolar uma parafernália genial na mix, imagine só um filósofo propondo uma viagem musical, ficamos curiosos!; na sequência fiz uma artwork pra coluna e fiquei em dúvida quanto ao nome de autoria, fui no perfil do SoundCloud do Lori e coloquei o nome que estava lá: loryenipsum. Tape fresquinha e download, hmm, liberadíssimo oras!

Confereaê a entrevista com o Lourenço! 


Ah!, que demais poder receber um agregado das terras paulistanas para o INNER SUNSET TAPE! Agradeço o tempo desprendido na proposta e já lanço a bomba; como foi a experiência de produzir essa mixtape?

O prazer é todo meu, querido! Uma oportunidade e tanto, fiquei muito feliz pelo convite. Então, tudo isso pra mim foi muito novo. Sempre tive muito contato com música, desde pequeno ouço de tudo e estudo teoria, mas é como se sempre tivesse tido uma separação: músicas pra estudar e músicas pra curtir. É que, por conta do estudo do violino, de tocar na orquestra do colégio e tudo o mais, acabei por estar sempre por fora de como fazer uma música para dançar e se divertir, fora daquele modelo de música erudita bastante quadradinho. Fazer essa mixtape foi a oportunidade de juntar esses dois lados, tomar contato com esse lado musical que esteve por tanto tempo apartado, pra mim, de uma reflexão criativa.

Se você refletir um pouco qual o cenário perfeito pra rodar essa playlist? E como seria esse sábado ?

Enquanto eu fazia a playlist eu pensava exatamente naqueles momentos mágicos de delírio dançante que já tive o prazer de desfrutar na CasaCaos mais de uma vez. Meu foco foi mais melódico, e fiz pensando em integrar a repetitividade da psicodelia: por mais que sejam repetições, do ponto de vista de quem ouve cada vez é uma nova vez. Pensei numa espécie de meditação mesmo, uma preparação para tudo o que o fim de semana pode trazer. Sentar no sofá, brisar nas músicas, levantar e dançar quando der vontade, sentar de novo quando parecer adequado. O cenário perfeito é o de entrega: estar por conta, tranquilo, aberto pro que pode surgir. Talvez um momento posterior à entrega de um trabalho, de um prazo, o fim temporário das obrigações.

Em torno do processo criativo como suas referências estão presentes nessa mixtape; e como você as desenvolveu?

Eu me esforcei em colocar várias coisas que tenho ouvido ultimamente e que eu achei que seria legal se as pessoas conhecessem. Eu fico ouvindo e caçando coisas novas sempre, mas a gente sempre tem, como diz um amigo daqui, uma "linha de pesquisa", e eu acabo ficando mais pelas bandas de rock, ou que mantêm uma formação de rock, com ênfase em guitarras, baixo, bateria mesmo. Tem tido no mundo todo uma nova expansão da psicodelia, e é por ela que eu tenho passeado. Mas nessa nova onda os elementos eletrônicos são muito mais fortes, mais relevantes, determinantes mesmo, aliás isso nos mais variados estilos, o que me deu a oportunidade perfeita de ensaiar uma mixtape pela primeira vez. Lidar com o software foi, como disse, muito novo, às vezes confuso, mas muito gratificante

A linda da Natália tá perguntando como é lidar com as fãs? Vai, fala pra gente desse assédio Lori!

A linda da Natália gosta de me constranger, né. Não tenho fãs não, só amigos. E aí é mais aquela vibe de amizade latina: nada de amizade por necessidade, só por admiração mútua. É assim com pelo menos com os lindos do Berababão, e aí todo assédio não é bem assédio, é só festa, haha!

Abrimos o arquivo aqui na CasaCaos e simplesmente deliramos esse IST ficou felomenal, rs excelentes densidades musicais, psicodelicamente mágico! Ficamos felizes que tenhas liberado o dj que existe em você, esperamos já para  um repeteco! Abraçaços querido! 

Eu que estou hiper agradecido de ter tido ocasião de trabalhar na mixtape, ainda por cima pelo convite de quem eu tanto admiro e amo. A Casa Caos é que é mágica! A mixtape tentou ser um tributo a toda a vibe de vocês e às coisas maravilhosas que têm saído dessa convivência, que eu de vez em quando tenho a sorte de conseguir tirar uma casquinha daqui de longe. Abraço apertado!



▲TRACKLIST▲
▲1//Múm - Winter (What We Never Were After All)▲2//Yeasayer - Reagan's Skeleton▲3//Django Django - Skies Over Cairo ▲ 4//Suuns - Bambi▲ 5//Is Tropical - Seasick Mutiny ▲ 6//Opossom - Cola Elixir ▲ 7//Pato Fu - !▲8//Tame Impala - Jeremy's Storm▲9//MGMT - Lady Dada's Nightmare ▲10//Menomena - Boyscout'n ▲11//DIIV - Doused▲12//Jagwar Ma - Uncertainty▲13//Battles - Ice Cream (ft. Matias Aguayo)▲14//Ratatat - Lex▲15//Jacco Gardner - Cabinet of Curiosities▲

▲DOWNLOAD▲
@eagoranatalia
@elapsed_
@loryenipsum

sábado, 19 de abril de 2014

INNER SUNSET TAPE IV - CAOSMOSE

Chegamos!, fornada especial essa que vem por aí! Inner Sunset Tape desvendando espaços e explorando universos musicais diversos continuamente. Hoje temos o Caosmose (Yuri Amaral) remexendo o tacho da psicodelia. Confereaê a entrevista e a mixtape com download liberadíssimo pelo Google Drive; pra você começar na pegada sua noite de sábado! 



Conte-nos um pouco do seu processo caótico/criativo de produção! E esse nome Caosmose, de onde precede?

A produção musical para mim envolve a capacidade de conjugar uma multidão de sensações que servirão de matéria para constituir uma topografia afetiva, uma espécie de geografia não-física, que demarca uma temporalidade e espacialidade próprias. Isto é, conforme organizadas, estas sensações nos dispõem um plano composto de fluxos em variação em relação estreita com nosso corpo e sentidos. Parece estar implicado em todo ato de criação: busca-se numa fonte de matéria inicialmente amorfa uma disposição que, no próprio ato de se constituir, reorganiza nosso modo de relação afetiva com o entorno "colorido" pelo plano material deliberada ou acidentalmente selecionado. Assim, também temos uma descrição de um aspecto imanente da composição musical: esta sublime arte de juntar sons para criar mundos.
Em relação com esse pensamento, encontro o sentido para o nome atual com o qual batizei meu projeto. Caosmose: de uma totalidade dispersa de aspectos, pedaços de sensações (táteis, acústicas etc.), materiais, vibrações, fluxos, variações, gradientes; a uma unidade em perpétua transição de um plano ao outro por movimentos autônomos e orgânicos de conjunção, imbricação e fusão. Trata-se de um neologismo emprestado de um autor muito importante para reflexão, crítica e produção relativa aos campos psi, Félix Guattari. Com uma belíssima exposição deste conceito, o autor citado propõe “um novo paradigma estético”.

Convenientemente, esse termo/nome de batismo do meu projeto também guarda relação homonímica com a república em que moram os pares que recentemente me estimularam a retomar o desenvolvimento de DJ set’s e a trocar experiências sobre música eletrônica, mixagem e modos de produção. Um grande abraço aos meus parceiros da Casa Caos!

De onde surgiu essa paranóia delirante com a música eletrônica, como você foi refinando isso até chegar ao seu atual gosto? 

Acho que não se trata de uma paranóia delirante! Rs. Está mais para uma busca ativa (não uma perseguição sofrida) de vivências quase alucinatórias e psicodélicas por meio de vertentes abertas e intensivas como é o caso da música eletrônica em suas vertentes como Full On, Dark e Progressive, minhas prediletas. Ouso dizer que nestas vertentes todos os sons são passíveis de se tornar música e o turbilhão criado por meio de sua confluência por si só já convoca novas multidões sonoras que se entregam a uma totalidade harmônica, que mistura leveza e densidade, suavidade e agressividade, meditação e catarse etc. Talvez um aspecto do meu interesse tenha se dado por meio de uma passividade vivida: foram os afetos lançados por meio dessa imersão nas atmosferas complexas, porém fluídas e distintas, que a música eletrônica psicodélica proporciona. São os instantes de êxtase espasmódico e a contração introvertida correlata, tanto na dança livremente orquestrada pelo entorno afetivo criado pela música quanto na produção de suas combinações, que foram motor da minha contemplação e aprofundamento na mixagem e produção em música eletrônica.

Quanto ao rastreamento da origem e refinamento do meu gosto, creio não poder precisar exatamente. Acredito que muitas coisas influenciam a composição singular da sensibilidade de uma determinada pessoa. Em parte, temos relações acidentais de contexto. Por exemplo, conta meu pai que ainda no berço, meu compositor favorito era Isao Tomita, compositor de música eletrônica e tecladista japonês, e que eu só dormia quando era exposto ao ritmo e melodia dele. Também ouvi demais da infância à adolescência Kitaro, outro japonês, compositor e multi-instrumentista. Outras influências maiores também vieram do meu contexto principal de escuta e apreciação da música: a minha casa. Os discos do meu pai formaram meu primeiro playground... Entre a música clássica, instrumental, eletrônica, rock progressivo e psicodélico, eu encontrava material para o meu brincar paralelo, às escondidas, em que fingia ser maestro. Mas ao invés de reger para onde e como a música se desenvolveria, era ela que guiava os mais estranhos e engraçados dos meus gestos: germe de um estilo frenético e caótico de dança que eu aperfeiçoei na adolescência, época em que freqüentava compulsivamente as festas rave em Goiânia e proximidades. Rs.

Sabemos que já teve carreira e tudo [hein?!], o que você leva consigo dessa experiência!?

Levo todo um conhecimento e sensibilidade que desenvolvi a respeito das nuances das formas de expressão humana. Pois na música, nada é sem sentido. Pode ser acidental, como falei, mas na medida em que a produção se torna produto, ou seja, quando o gesto criador se separa da coisa criada, cada elemento ganha uma posição autônoma e um sentido próprio no todo. Apesar do preconceito corrente, com a música eletrônica se passa o mesmo – digo isso, pois algumas pessoas não conseguem perceber a qualidade expressiva nela contida –, nela é possível perceber uma evolução característica, que passa pelo desabrochar, um vigorar e um desaparecer. Alguns produtores se esquecem e com isso deixam passar algo de fundamental nesse sentido. É o que leva toda a multiplicidade que a música carrega a ganhar a forma de uma coisa viva, que respira, tem seus êxtases e depressões, seu ímpeto animado e sua fadiga etc. Em suma, todos os movimentos que comportam tanto o cosmos como a própria alma corporificada.

Isso tudo é muito difícil de explicar! Eu sei que chega a parecer até um discurso esquizo (de fato, o é em partes). Mas se trata de um assunto complexo que eu sempre senti mais do que descrevi. Esse é um dos campos em que minha cognição tem mais dificuldade em se apropriar. Para mim parece que isso faz parte de um inconsciente arquetípico, um todo de atravessamentos imanentes que impõe modos não-voluntários de nossa constituição como sujeito psíquico. Perguntar sobre isso me leva a pensar sobre vértices de mim mesmo que eu não posso apreender pela via de uma experiência temática. Talvez por isso seja para mim um estilo de música tão importante existencialmente. Basicamente se trabalha com materiais sonoros em que há quase total ausência de canção, letra ou refrão. É exatamente como dizia aquele poeta dinamarquês: “Where words fail, music speaks.”

Quando um vínculo é criado entre você, a música e o público, que fluxo te toma?

Este é outro tópico igualmente complexo que eu não sei direito como abordar com palavras. Trata-se de um movimento que passa por mim, desde o momento em que estou preparando as faixas a serem tocadas num set até o momento em que as executo e faço a mixagem. Minha relação com a música, como disse antes, é quase alucinatória: vejo linhas, blocos, fumaça, luzes brotando a minha frente conforme ela se desenrola. Numa espécie de imaginação sinestésica, produzo como que desenhos, objetos amorfos, fragmentos de sensação como luzes e até cheiro que vão se formando no espaço que alteram a forma como meu corpo se relaciona com o entorno. É uma brincadeira onipotente em que meu sentir busca atingir o instante perceptual! Acho maneiro quando vejo as pessoas na pista esboçando gestos que buscam tocar e se deixar tocar por essas formas espontâneas criadas pela atmosfera musical. Quando as vejo, por exemplo, de olhos fechados, sei que existe alguma forma particular que estou ajudando a produzir naquele mundo especial que é o dela em seu contato com a música.



Um prazerzaço falar contigo e poder disponibilizar um pouco pro pessoal as vivências dos dj's CasaCaos; integrando as diferentes/exóticas temporalidades/conjunturas/preferências entre nossos gostos: RESPECT! Estou sempre com os poros abertos para os alardes e ensinamentos que partem de ti, sempre grato meu caro; quero agradecer o tempo desprendido e todo o suporte que nos tem prestado!

_______________

Semana que vem temos um convidado de São Paulo, ainda não vou revelar o nome, rs; ao que tudo indica vamos ter uma seleção/gosto ainda não explorado aqui no blog. Mantenham as anteninhas ligadas!

▲TRACKLIST▲
▲ 1//Figure - Deaths Gospel (feat. Brawninoff) ▲ 2//Major7 - Obsession ▲ 3//Captain Hook and Perfect Stranger - Perfect Hook ▲ 4//Thankyou City - New Horizons ▲ 5//Gleb Gold - Feel ▲ 6//Spektre - Give Yourself to Me (Dub Mix)▲ 7//Maelstrom, Ticon - Resolution ▲ 8//Sun Control Species - Bringing the Rain▲ 9// Antix - The Duck Walk▲10// Ticon - Banking Karma ▲

▲DOWNLOAD▲

@elapsed_
@lollaine
@pedroudinyc

domingo, 6 de abril de 2014

INNER SUNSET TAPE III - SEKHMET





INNER SUNSET TAPE chega atrasadinho! Vamô exorcizar essa melancolia teimosa que teima em permanecer e nada melhor que espantar a morga do domingo com uma pegadinha folk/balearic! Convidei essa semana a Sekhmet que ficou excitada com a proposta! Confereaê a entrevista e a tape fresquinha para download!, vem dançar!


Bom dia Txai! Feliz que você esteja participando de um projeto aqui no blog; como você já sabe tu representa uma bela referência musical pra mim, nunca esquecerei do trip hop, trip-hop forevá! (rs) O que você tem a dizer sobre essa tape criada pro INNER SUNSET TAPE III?

Bom dia, txai! Eu queria uma tape que pessoas pudessem ouvir e dizer: “yeaahhh! Minha noite começará bem!”. Visto que minha “pegada” é bem sunset, sem mencionar que é uma honra poder participar desse projeto lindo. Então esse set foi feito com o objetivo de trazer os ouvintes um Universo novo, sereno e que eu amo.

Vamo emergir entonces nesse universo. Fala um pouco pra gente na composição atual do seu mosaico musical!

Meus amigos sabem que o folk é meu estilo musical preferido, então tento trazer essa vertente aos meus sets sempre que posso. Basicamente é folk e indie, passando por Lana Del Rey (minha diva e musa) e o trip-hop com uma pegada de folk eletrônico sempre estarão presentes em meus sets e espero que os ouvintes gostem.

Projetos, festas, rolêzinhos? Algo a dizer pra nós?

Estou trabalhando atualmente em uma tape apenas de Lana Del Rey para o começo da festa “Escape from Zebu”, mas não se enganem caros leitores pois a tape ficará dançante, gostosa, bem arrebatadora. (rs)

Quais suas expectativas pra Escape From Zebu? Vai ser linda a sua despedida, algo a dizer sobre essa nova fase?

A ficha não caiu direito que essa é uma despedida, porém, eu sinto que essa nova fase será de muito crescimento e evolução, estou muito feliz por realizar um sonho e ter o apoio de minha família e amigos (que são como meus irmãos pra mim) e isso não tem preço. Nada paga o amor que recebo e recebi de todos e minhas expectativas para o dia só são as melhores e tenho certeza que não ficarei desapontada...

Quero agradecer a participação, o set tá lindo, excentric balearic total! Feliz em demasia pelo que você e a jubnx vem explorando! Xerô!

Feliz estou eu por ter você como um mestre, e se eu fiz um set lindo foi graças as dicas e ensinamentos que você me passou. Desde modo, gratidão amado. Não teria feito esse set sem você. ;D E encerro convidando todos que estiverem em Uberaba para participar do evento Espape From Zebu, será o melhor já produzido pela Casa Caos (até o momento, visto que a tendência é só ficar melhor). E leitoras e amigas do meu Blog, convido vocês a acompanhar as publicações do Blog Casa Caos, pois realmente vale a pena. Um beijo no coração de todos.


▲TRACKLIST▲
SOON

▲DOWNLOAD▲


@elapsed_
@sekhmet_

sexta-feira, 4 de abril de 2014

INNER SUNSET TAPE III

Amanhã tem mais um INNER SUNSET TAPE, o convidado da vez, aliás, convidada é a @sekhmet_ , pegada balearic total! Tem entrevista também galerê!

Voltamos amanhã às 17h30min.
@elapsed_

sábado, 29 de março de 2014

INNER SUNSET TAPE II - JUBNX




Voltamos! Muito feliz em apresentar a tape  "SUNSET NUDE" produzida pela @jubnx. Na sequência segue a entrevista com a linda, tracklist e download:


Boa tarde!, em primeira estância gratidão pelo tempo desprendido na produção desse INNER SUNSET TAPE II, CasaCaos agradece muitíssimo! Pode falar um pouco da atmosfera da tape?

Eu tentei criar uma atmosfera de balanço onde nossos ouvintes pudessem sentir "a pegada"; dançar e se divertir; contudo estou em um momento introspectivo e o final da tape tem essa ambivalência de espírito. As tracks tem diferentes estilos compondo um mix eclético porque há pouco tempo iniciei às mixagens e isso resulta na inúmeras vertentes presentes nele. SUNSET NUDE contempla um pouco da proposta. a ideia de se despir e preparar os ouvidos complementam a proposta. As tracks vão das preferidas às preferidas(rs)! Mesmo assim, sofri porque tive que retirar algumas tracks selecionadas porque não condiziam com o clima. A idéia de começar com uma introdução não-linear, mais quebrada, passou pela minha cabeça desde o início, depois tentei a ele dar uma ar mais "lover", não abrindo mão da ritmicidade. Pro final pensei: " vou retornar à algumas tracks mais introspectivas e que possam dar aos ouvintes uma oportunidade para começar a noite."

Com certeza vamos começar a noite bem! No momento,  quais suas maiores influências musicais? Elas estão presentes na tape?

Acredito que não! Selecionei algumas músicas variadas e não segui o estilo dos dj's e produtores que admiro no cenário musical. Venho me interessando constantemente por músicas antigas (brasileiras ou não!) de sucesso que ganharam novas configurações em brilhantes edits e reworks; temos soul; trip-rock, trip-hop, hip-hop estão presentes em pequenas doses nesssa tape mas ainda assim representam minhas atuais preferências.

E os planos e propostas para 2014? Festas, festivais, produção?

Esse ano está com tudo!, os planos e as expectativas são muitos. Temos a ideia de levar a CasaCaos no seu primeiro grande evento trazendo à Uberaba novos conceitos não só culturais mas comportamentais e relacionais. Buscamos parcerias para expansão contudo ainda somos um embrião, rs! Dia 12/04 vou arriscar meu primeiro liveset; estou trabalhando muito nisso e tentando aprender com os meus queridos amigos(que são pessoas maravilhosas que me apoiam em tudo que quero fazer!). Existem outros planos mas não vou revelá-los por agora, rs!

Pode citar algumas faixas favoritas no momento?

Claro! 

Essa é uma faixa que me tocou profundamente desde a primeira vez que a ouvi e ainda mais depois da descoberta da sua gloriosa intenção política relacionando o cenário mundial da homofobia.



 Acho muito animada e sugestiva, tenho ouvido bastante!


CasaCaos agradece novamente os esforços e já te esperamos para um repeteco no INNER SUNSET TAPE! 

Eu que agradeço o convite que foi muito motivador, grata também pela oportunidade de mostrar um pouco do que ouvimos na CasaCaos. Meu agradecimento especial para meu amigo Moisés Lourenço(sim você moi!) pela paciência trabalhada diariamente e também por suas doses de ânimo injetadas no decorrer da produção da tape. Gratidão!


▲TRACKLIST▲
▲ 1//Matmos - You ▲ 2//Tetê Espindola - Piraretã(Psilosamples Remix)▲ 3//Thomash - Minimal Skwee Funk ▲ 4//Antibalas - Dirty Money(Radio/45 EDIT) ▲ 5//C C Music Factory - Do You Wanna Get Funky ▲ 6//Major Lazer Ft Tyga - Bubble Butt(Swizzymack Remix) ▲ 7//Funkypatoche - Crunchfunk ▲ 8//Omar S. ft. Theo Parrish - Who's in Key▲ 9//Roman ft. Mamacita - Tu Amor▲10//Austra - Painful Like(XXXY Remix) ▲11//De Lux - Make Space Visitors Remix(Sal P & Dennis Citizen Kane) ▲12//Portishead - Roads▲13//Hozier - Take Me To Church.

▲DOWNLOAD▲

@elapsed_

sexta-feira, 28 de março de 2014

INNER SUNSET TAPE

Amanhã tem mixtape da @jubnx pro nosso guest mix! Vai vir recheado esse viu!

O Inner Sunset Tape vai incorporar algumas veias artísticas internacionais, em breve, muy breve!, mais informações lançadas no despojar dos fatos. Vem chegando mixtape das Europa! 

Abraços meus caros!

@elapsed_

sábado, 22 de março de 2014

INNER SUNSET TAPE I


O primeiro tape da seção INNER SUNSET TAPE já tem um tempo considerável desde que foi criado. Foi bem no comecinho das minhas mixtapes amadoras e calamitosas que o gravei. Na época recebi uma avalanche de novos estilos e estava procurando demasiadamente por desvendáveis territórios. Ouvi tudo com cuidado e muitas vezes, on&on, loop ad infinitum. 

Temos um hiato longo entre a criação dessa mixtape e essas novas vertentes que me transcenderam. Eu ainda não sabia manipular um mixer; nem mesmo um digital. Não sei em que parte deste enredo comecei a futricar no DJ Virtual. Era tudo muito motivador a ponto de me lançar à madruga adentro. E a futrica continuou, continuou e esse foi a primeira mixtape que podemos considerar decente. Recebeu o nome de Sadness mas não foi definitivo porque quando me dispus a postá-la no meu perfil do SoundCloud, bem  no momento do upload resolvi lhe dar um nome mais pórtico. Foi nomeada: L’Amour En Fuite.

Tentei reproduzir uma introspecção que gradualmente culminasse ao fim em uma  dançante penumbra lunática. Comecei com Hammock, digamos que numa vacuidade orquestrada. Na sequência entrei com  Danger Mouse & Daniele Luppi (pra mim o trabalho deles foi um dos melhores de 2012) e um baixo suavizado pelas entrepostas notas de piano; ao final disso tudo caímos no oceano de sentimentalismo do Nicolas Jaar e prosseguimos com o eletrônico intimista de James Blake. A introspecção é modulada agora para o comecinho de uma fagulha de alegria no peito, daí vem Air, alcançando voo e sobreposto em seguida por Massive Attack, deixei a faixa mais "amor em fuga" no meio da mixtape. Preferi dar continuidade com algo mais vistoso e alegre mas contudo nunca deixando perder à vista o arremate. Work Drugs chega de mansinho e Hooverphonic instaura algo mais profundo. O Nico voltou rs. só que agora numa pegada flamejante e o arremate do Thomash  com um edit sensacional do Tom Zé finaliza. Lua Gira Sol!

São aproximadamente 45 minutos e espero que essa seleção tenha algo a lhes oferecer. Qualquer feedback é bem-vindo, muitíssimo! Abaixo, o link da mixtape no SoundCloud com download liberado. 

Gratidão pela leitura, inté!



@elapsed_

quarta-feira, 19 de março de 2014

INNER SUNSET TAPE


Já que começamos toda a parafernália de produzir vamos nos enredando em veredas de projetos em mente outrora adormecidos e que por agora já se lançam mãos das amarras e tomam o impulso de vir à superfície. 

Não sei tal motivo para isto mas eu em princípios de existência tinha certa amargura com os sábados Sim, os domingos são amargurantes mas os sábados me aterrorizavam em maior escala! Algo segregado e aterrado que gerava uma nostalgia incerta e duradoura. Em sequência, em minha maioridade, os sábados passaram a ser recheados de trabalho e ainda retomavam a mesma sensação. De um tempo pra cá, coisa de dois anos, me libertei desse sentimento e passou a preservar em mim uma felicidade serena ao invés daquelas memórias carcomidas pela transposição do tempo e labuta. Os sábados passaram a ter um esplendor de aurora e quando o sol se põe é o momento ápice do vórtex do crepúsculo. Perspectiva meus caros! 

Sendo assim, pensei aqui comigo: bora fazer um podcast com esse sentimento de sábado! Religiosamente pretendo oferecer um universo musical de entusiásticas canções - novas ou velhas, estrangeiras ou não - vislumbrando o crepúsculo interno com tapes meus e dos tantos outros agregados e (des)conhecidos que dispuserem um tempo de entrega. A duração dos tapes fica dada à aleatoriedade.

O download será disponibilizado em um link pelo Google Drive, logo, se você tem uma conta nessa plataforma fica mais fácil o compartilhamento mas se não tem relaxa pois o download ainda é possível! As tapes ficarão disponíveis por um mês na plataforma!

Então o Inner Sunset Tape volta no sábado às 17h30min. 

Au revoir maladies!


@elapsed_